quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tradição aprovada !

Edimburgo, Escócia. São tantas aventuras pra contar que não caberia neste blog. Edimburgo é sem dúvida um dos lugares de que mais gostei (só superado por outro que você verá mais adiante).

Chegada tranquila após uma noite no aeroporto de Dublin (eu comentei que estava gostando disso, não?). Logo que cheguei, fui atrás do melhor albergue na área, quiçá desta viagem: Castel Rock. Mesmo sem reservar consegui um lugar (já falei que reservar albergue não vale a pena? Lição 45). Localizado no melhor ponto da cidade (ao lado da Royal Mile e do Castelo de Edimburgo) o hostel era o máximo ! Um ambiente super agradável, limpo e tranquilo. Deixo minha bagagem por lá e vou fazer a clássica caminhada de reconhecimento. Supermercado, loja de celular, livraria, até que me chega uma importante informação: O famoso Festival de Edimburgo estaria terminado naquele dia, com direito a fogos de artifício no Castelo, ao som de música clássica ! Quer recepção melhor ? Fui em direção ao "Princess Gardens", um jardim de onde seria o melhor ponto para ver esta comemoração (o vídeo você confere neste blog).
No dia seguinte, começo o passeio inevitavelmente pela "Royal Mile" ou "Milha Real" (se reparar bem, tudo no Reino Unido é "Royal"; "Royal Post", "Royal Street"). Esta é a artéria principal de Edimburgo. Aqui estão as principais atrações e lojas para turistas. A rua é a ligação do Castelo (no topo) até o Palácio Holyroodhouse (no fim) - residência oficial da Rainha Elizabeth II na Escócia.


Começo o passeio então pelo Castelo. Construído em cima de um extinto vulcão, este lugar já foi de tudo desde o século 12: fortaleza, palácio real, prisão do estado. Sua arquitetura, mudada diversas vezes, abriga algumas salas, uma capela e prédios. A impressão não é muita de um Castelo, tudo está meio solto, parece uma fortaleza de onde se vê Edimburgo do alto. Descendo a Royal Mile avisto o Museu do Whisky (!!). Tive de conferir.
O whisky é a principal bebida da Escócia, isso todos sabem; Mas como se faz e se aprecia essa bebida ? A maioria não sabe. Essa é a proposta do museu, que explica o processo de fabricação do destilado, a diferença de Single Malts e Blended whiskies e, como numa vinícula, você aprende a apreciar e a distinguir o amadeirado do malte, através de uma mostra servida. Tem até um passeio de carrinho através da história do whisky através dos séculos. Aprovado !

O passeio continuou por um museu de ciência e uma fábrica de KILT! Não sabe o que é ? Simplesmente estamos na terra das saias masculinas. Nesta fábrica você pode acompanhar a tecelagem, que envolve os lindos tecidos Tartan - aqueles de tema xadrez. Confesso que adoro esta tradição e acho o tecido muito bonito, além de toda essa cultura, que me fascina! Você podia encontrar tudo Tartan neste lugar: calças, jaquetas, bonés, carteiras.


Terra Fantasma

Caminhado ainda pela Royal Mile e suas atrações, me chamava a atenção o número de anúncios de Tours Macabros. São diversas empresas oferecendo passeios sinistros para explorar um outro lado da capital, à noite. Escolhi uma aleatoriamente "Cidade dos Mortos" e resolvi conferir. Dessa vez chamei um amigo espanhol que conheci ao chegar na cidade.
A guia, essa de cabelo vermelho aí da foto, começa falando das pessoas que já foram torturadas na cidade, e dos fantasmas. Algo muito teatral. Ela nos convida então a caminhar (naquele frio!!) em direção ao cemitério da cidade. E dá um aviso, pra ficar mais sério todo aquele papo, - "Peço que não entre quem sofre de algum problema cardíaco, por favor". Já no cemitério ela conta diversas histórias sinistras, e nos leva a uma tumba, onde fala do fantasma Poltergeist Machenzie, e afirma de pés juntos que alí, em outro passeio, uma menina teve fortes convulsões como se estivesse possuída. Até que então um ator chega em cena e dá um susto em todos !!! O resto, bem, não preciso nem terminar de contar ..
A Escócia começaria a se revelar como o país que faz turismo com histórias estranhas. Parece mesmo o lugar perfeito para este tipo de tour sinistro.

Lago Ness e Terras Altas

Um dia da etapa seguinte desta viagem (Londres) seria sacrificado para fazer este longo passeio. Lago Ness. Já lembrou ? Monstro do Lago Ness ! Eu tinha de conferir isso de perto.

De manhã bem cedo partia um ônibus com direção ao The Great Glen onde estaria o tal Lago. A viagem de 4 horas e meia (só ida!) seria recompensada por pontos interessantes, como os famosos castelos da Escócia, além da famosa paisagem das Highlands da Escócia - é lá que você encontra a vaca de franja!

Chegando ao Loch Ness, entro no primeiro barco que faz uma hora de tour ao redor dos 37 kms do Lago. Mas .. nada de monstro, só na janela do barco (foto acima) ou nas lojinhas de souvenirs. No interior da barco você encontra duas telas interessantes: uma capta ondas que poderiam dar conta da presença da criatura ao redor, e outra tela mostrava a profundidade do Lago (enorme!!). Pergunto ao capitão que faz essa rota há anos se já viu sinal do bicho, e ele responde que nunca, porém "Há dois anos atrás, estranhei uma movimentação incomum, que poderia ser um enorme bicho" diz ele apontando o local. O mistério fica no ar.
Lamentei não ter passado em dois pontos nesse passeio: o castelo Urquhart (no centro do lago) e o The Official Loch Ness Exhibition, em Drumnadrochit, uma exposição com a enigmática foto, tirada em 1930, de Nessie (o simpático apelido dado ao monstro). O passeio que entrei não fazia esta rota, que seria a alguns kilômetros dalí, assim, não haveria tempo ábil de voltar no mesmo dia para Edimburgo.
No fim de tudo valeu a pena ter ficado mais um dia na Escócia e ter ido as Terras Altas (sou um highlander!), afinal de contas, quando voltarei naquele lugar ? Essa pergunta eu cismo em afzer por onde passo. Será que volto ?

De volta a Edimburgo, só sobrou tempo mesmo de pegar as coisas no hostel, fechar a conta e partir para a rodoviária - a noite reservava uma viagem para Londres !! Mas se despedir não foi fácil (e pela primeira vez se mostrava a parte mais chata da viagem), afinal, a Escócia deixou saudades .. mesmo !

A viagem pela Escócia continua na próxima quarta-feira dia 7, 21h da noite, onde você poderá conferir mais histórias dessa viagem em entrevista ao programa Supertudo, na TVE Brasil. Até lá!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Terra de Pub é aqui !

Do calor para o frio de lascar (mas ainda não congelante). Chegamos à Dublin na Irlanda após uma noite confortável dormida no aeroporto de Barcelona (sabia que estou gostando disso?). Vôo tranquilo pela companhia espanhola Click Air (recomendo!) e chegada no início da tarde. Lição número 32 aprendida nesta viagem: tente reservar vôos com partida à noite e com chegada bem cedo da manhã do dia seguinte, assim, além de dormir viajando e economizar em hospedagem, seu dia seguinte renderá muito mais !
Por conta de uma "dica" fajuta no Tourist Information do aeroporto (de que os albergues estariam todos cheios) acabei entrando em um hostel decadente que mais parecia uma caverna. Na verdade este Isaac's Hostel é como uma universidade ... são muitas pessoas entrando e saindo: cozinha universal, banheiro universal, quarto universal ! O único albergue por onde passei, onde dormi em um quarto com tantas pessoas que nem lembro quantas camas haviam alí - mais de 15 talvez. O banheiro foi o pior de toda a viagem: esquema universal, boxes apertados sem espaço para guardar nada (roupa, carteira, shampoo etc) além de super mal limpo (também era muito entra e sai naquele lugar!). Some-se a isso que fui jogado no terceiro andar (a bagaem ficava no subsolo) e nenhum armário havia no quarto ou no banheiro, além de enormes cartazes : "Se for roubado nada faremos por você." Será que os albergues seriam todos assim? - é a pergunta que se passava em minha cabeça, já que não eu conhecia nada ainda sobre esses lugares. Mas felizmente não, isso eu descobriria mais pra frente.

Vamos sair então para (re)conhecer a cidade - após deixar as malas no albergue era só o que queria fazer. Um passeio ao lado do Rio Liffey e encontro a ponte que é foto da capa do meu guia de viagem: a Ponte Ha'penny - aberta em 1816 e também conhecida como Metal Bridge. Uma ponte sem graça mas super famosa por lá.



Continuando o passeio de reconhecimento, visito a área conhecida como Temple Bar, onde estão todos os Pubs e a animação da capital irlandesa (foto lado dir.). Mais pra frente procuro pelo oficial: National Museum e National Gallery - museus com arqueologia, a história da invasão da Irlanda pelos Vikings e o melhor da escola Irlandesa de pintura. Também neste dia fui à famosa Trinity College, fundada em 1592. A Grafton Street estava só esperando para as comprinhas, com as lojas mais famosas e uma mega Virgin Store, fora do orçamento!!!
Mas onde estão as atrações em Dublin ? - além dos pubs. No dia seguinte fui ao Dublin Castle. A guia começa a visita alertando -"Nada aqui sobrou do original, com exceção da Record Tower". Tenho que confessar que não me interessou muito aquele passeio. Que tal então uma atração chamada "Dublinia" só sobre a história dos Vikings ? Parece interessante ? Neste lugar você encontra bonecos e reconstruções de vilas Vikings, além de curiosidades para saber como viviam. Eu não resisti e entrei no personagem! Roupas, livros antigos: a história da Irlanda naquela época.
Belfast

No albergue fiz amizade com um simpático francês, que se esforçava para aprender o inglês; Ele me convidou para conhecer Belfast, na Irlanda do Norte (a Irlanda é dividida em República da Irlanda e Irlanda do Norte, esta pertence ao Reino Unido). Até então a única referência que eu tinha da cidade era a música "Stay" do U2, lembra-se do refrão "London, Belfast and Berlin... " Partimos cedo, foram 5 horas de viagem. Por lá encontramos um americano simpático, amigo do francês, e passamos o dia descobrindo o lugar. O problema era achar o que explorar. Belfast é famosa por duas histórias: os muros que dividiam as cidades (uma história política) e a construção do Titanic (uma história que você já conhece). Foi difícil até escolher uma foto para postar aqui, das poucas que tirei. Esta mostra um simpático jardim. Percebendo a falta de atrações e o frio de doer (com chuva!) passamos o resto do dia no shopping.
Chamou a atenção na Irlanda, principalmente em Belfast, a lei rigorosa. Andando pela cidade você confere placas alertando "Cocô de cachorro no parque; multa 200 pounds" ou "Beber nesta área é considerada ofensa; multa de 500 pounds"!!

Voltando a Dublin e para fechar esta viagem por aqui, resolvi ir conhecer um dos motivos que me incentivaram a vir a Irlanda: U2 ! Pois é. Bono e seu grupo sempre foram uma paixão. As informações eu já havia pescado na internet, mas o pub que Bono frequentava não existia mais. "The Clarence Hotel" de Bono, fica nas margens do Rio Liffey. Esta foto mostra a famosa U2 Wall, onde fãs deixam mensagens ao grupo no famoso estúdio de gravação do U2 - infelizmente desativado. Agora sim, volto ao albergue para pegar a mala rumo à Escócia com a sensação de dever cumprido! Dublin deixa saudades do U2 e nada mais.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Um país dentro do outro

Esta é a sensação nos primeiros passos caminhados por Barcelona na Espanha. Não, não .. calma. Tudo aqui é bem .. "espanhol" sim. Mas a língua (o catalão, uma mistura de francês, italiano e espanhol) e o orgulho do povo fazem um clima diferente do resto do país.


Após uma turbulenta chegada ao primeiro albergue escolhido desta viagem (uma intensa discussão em inglês, espanhol e português por uma cobrança indevida!), larguei tudo lá mesmo e saí para fazer o que mais gosto: caminhar. Cheguei à tarde na cidade e iniciei um tour - daqueles que você nunca sabe a hora em que realmente volta.

Daí cheguei logo ao primeiro ponto: a famosa "Las Ramblas", uma rua enorme que corta o centro com várias lojas e paradas curiosas como a "Plaça Reial" - projetada por Gaudí e adornada com palmeiras, é aqui que estão as discotecas e bares mais legais. Continuando a andança pela enorme rua, que tem uma infinidade de lojas e bancas, passo pela "Plaçca de la Boqueria" que tem um movimentado mercado e um pavimento de mosaico desenhado por Miró. Nesse dia, cansado de uma viagem e uma noite dormida no aeroporto, eu queria conhecer o máximo possível de lugares, mas antes dei um corte radical no cabelo (!!) num cabelereiro moderno (uma viagem desse porte pede o máximo de facilidades). Esse dis foi dedicado a descobrir a "Cidade Antiga" onde estão a Catedral de Barcelona (em obras), Museu d'História de la Ciutat (foto 2), Arc del Triomf (aqui trambém tem!) e Parc de la Ciutadella (foto 3). Tenho que confessar que o calor não estava dando trégua e quando vi várias pessoas andando de bicicletas pelas ruas logo conclui que seria a melhor opção para se mover rapidamente sem se cansar. Barcelona é uma cidade perfeita para os ciclitas!
No dia seguinte um passeio pelos pontos mais famosos de Barcelona: as casas de Gaudí. Começando pela Casa Milà. Esta é sua mais famosa casa, desenhada numa estrutura de ondas e com terraço de chaminés e ventanas de esculturas abstratas ... lindo! nâo precisa nem dizer que o terraço é o mais interessante, por isso passei horas admirando aquela maluquice toda.

Pausa para o almoço, hora então de procurar um supermercado por perto. Fácil ! Esqueci de falar que estou na Passeig de Gràcia, uma avenida que é puro charme, no bairro de Eixample's. O almoço foi com esta visão da foto à esquerda, a Casa Terrades "Les Punxes" - contruída de uma rocha vermelha é um marco das construções góticas da Europa, muito procurada pelos turistas mas fechada à visitação.


Pra continuar peguei um metrô (um destaque desta moderna cidade) e parei bem perto em outra casa de Gaudí, Casa Batlló.

Esta impressionante construção de Gaudí ousa na arquitetura. Tudo aqui tem formas: as varandas que parecem caveiras, o corrimão da escada, a chaminé em forma de cogumelo, as janelas, e o mais famoso (também no terraço) "cóstas do dragão", foto ao lado esq. Um show de arquitetura em um prédio de 6 andares.







Continuando o passeio pelo bairro Eixample,neste dia bonito, fui em direção da Sagrada Família, também de Gaudí (a terceira foto que você vê na arte inicial lá encima deste blog). Nesta
construção, da igreja mais fora do convencional da Europa, Gaudí dedicou o resto de sua vida e por isso resolveu se mudar para lá até o fim de sua vida. A Igreja, hoje em eternas obras de revitalização, tem esculpida logo na entrada a representação da história de Cristo em 3 fases: Fé, esperança e Caridade. São horas para tentar entender, munido de um guia, o que significa cada parte desta complexa obra. Confesso que esta faxada da Sagrada Família me dá um certo nervoso: a impressão é a de que aquilo derreteu e tudo ficou daquele jeito.


São duas faxadas na verdade, atrás você tem a Faixada da Paixão, que conta a história de Cristo através de esculturas angulosas dando um aspecto sinistro. Sinistro, esta é a palavra que define esta famosa e complexa Igreja em Barcelona.

Pra frente, já anoitecendo, fui indicado a conhecer o "Hospital de la Santa Creu i de Sant Pau". Mas conhecer hospital ? Sim ! Este é super interessante mesmo. Sua inovação fica por conta de 26 pavilhões estilo Mudejár (meio Gaudí) distribuídos em largos jardins. Mas cadê aquele ambiente de hospital, com macas, médicos apressados e emergências fervendo? Lluis Domènech, autor da obra, pensou que os pacientes poderiam se recuperar melhor dentre ar fresco e árvores. Por isso colocou todo aquele ambiente de hospital no subsolo (e é verdade, eu fui ver). Cada pavilhão represta uma especialidade médica e têm cores diferentes. O resto do dia foi para ver Barcelona à noite .. mas lembre-se que estamos num terça-feira, nada ideal para badalar.


No dia seguinte dedicação total ao bairro de Montjuic. Tentei acordar cedo para aproveitar o máximo das várias atrações dessa parte da cidade. Comecei pegando um funiculaire da estação de metrô mais próxima(já falei que o metrô daqui é uma maravilha?) que então te leva a Montjuic (este bairro fica pra cima das montanhas). Chegando lá você tem a opção de pegar um teleférico para visitar um castelo, opção essa que eu nao ia perder mas deixei pra depois. Hora de visitar uma atração interessante "Poble Espanyol". Nesse lugar você tem réplicas de construções de várias partes da Espanha - você se sente caminhando pelo país ! E claro, lojinhas e restaurantes de cada parte do país. Uma lembrança de minhas andanças na Disney de Orlando, EUA - na Epcot Center você tem partezinhas de cada lugar do mundo.


Continuando por Montjuic é hora de visitar o Museu Miró! Uma grata surpresa. Sempre fui fã das obras desse artista e nesta Fundação você confere quanto ele era louco e inteligente. Ele desenvolveu um estilo surrealista de cores vivas e formas fantásticas! Miró admirava a arte e o modernismo Catalão e por isso passou muito do seu tempo aqui - também em Paris e principalmente em Mallorca. Adorei este lugar !

Próximo passo é pegar o teleférico para conferir o Castelo de Montjuic - aliás, pausa para uma importante anotação: neste bairro estão algumas obras deixadas pelas Olimpíadas de 1992, e no trajeto pude perceber o Estadio Olímpico de Montjuic - uma construção enorme. Após um medinho de altura e a vista de Barcelona do alto chego ao tal Castelo, decepcionante. Com uma vista feia para o porto da cidade, você tem a única opção de visitar alguns fortes. O lugar já foi prisão, casa real e hoje abriga um museu militar (chatíssimo !!). Valeu pelo teleférico.

Voltando a Cidade Antiga pra falar de uma das últimas visitas, e das mais importantes, o Museu Picasso. São cinco casas juntas em uma apertada rua (carrer Montcada) que abriga o Museu com várias obras de Picasso - passando por vários estilos de diferentes épocas. Vale a visita, claro. Porém Miró marcou mais.
Aliás, durante este longo post cheio de fotos, você deve ter notado bastante um detalhe: o nome das atrações e ruas desse lugar. Lembra que eu falei lá no início da sensação de estar em um país dentro de outro ? Muito disso por causa da complicada língua: o Catalão ! Esqueça o castelliano ! Estamos falando de algo totalmente oposto.
Mas sabe que lendo as propagandas, avisos e placas de informação, eu gostei muito desse idioma ! Uma estranha combinação de francês, italiano e espanhol pode ser interessante! Avenida é Avingunda; Praça é Plaça; Castelo é Castell e por aí vai.
Pra terminar e deixar Barcelona, pego um metrô de volta a Plaça d'Espanya (Montjuic), onde uma enorme fonte toma conta no cruzamento das ruas. Subindo você vê escadas rolantes, ao lada da Fonte Mágica, que te levam ao topo do Palácio Nacional. Lá de cima uma visão como esta da foto ao lado esq. Soube que nas quintas-feiras as fontes funcionam junto a um show de luzes. Mas não foi desta vez.
Tenho que correr agora porque ainda hoje volto ao albergue (que é longe daqui!) para pegar a bagagem e o trem para o aeroporto (mais uma noite!) para então embarcar amanhã com destino a Dublin na Irlanda !!! Nos vemos lá !

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

até o destino ...

Uma correria total !! Para chegar até Barcelona tomei um trem rápido Eurostar de Florença até Roma e de lá um táxi até o aeroporto Ciampino. Mas por que essas "modormias" para este viajante com orçamento apertado ? Saí de Florença ligeiramente encima da hora e com isso aprendi a primeira das muitas lições desta viagem: o atraso custa caro !
Chegando ao aeroporto fui informado que não poderia mais ser feito o check-in e então eu teria de trocar meu bilhete e pagar uma taxa exorbitante ! Próximo voô ? 6h30 da manhã ! Aí chega a segunda experiência aprendida logo de cara: minha primeira noite em aeroporto - e sabe que gostei ? Aliás disso você vai saber mais lá pra frente.
No dia seguinte, chego em Barcelona no aeroporto de Girona (uma hora e meia do centro da cidade) e com isso veio a terceira experiência da lista: aeroporto longe do centro é roubada !
Viajar não é o máximo ?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Um turbihão de pensamentos

Começa a volta pela Europa. Seis países com pouco dinheiro no bolso. Uma experiência única. Mas como seria?

Um zilhão de coisas se passavam pela minha mente. Medo ? Não exatamente. Mas uma vontade para que tudo desse realmente certo. Afinal depois de mais de dois meses eu de fato iria embarcar nesta que seria minha primeira aventura de mochileiro sozinho. Minha irmã me ajudava nos últimos detalhes (como a arrumação da mala) antes de sair de Florença na Itália.

Uma pré-produção, feita um mês e meio antes da viagem, incluiu muitos detalhes (alguns foram bem esquecidos até) como pesquisa e compra de passagens aéreas, pesquisa de hospedagem, busca por informações de cada país e sobre transportes, procura por guias de viagens, previsão de gastos e do tempo que ficaria em cada lugar por onde passaria etc. Muita coisa! Um esquema nada fácil de fazer e aparentemente com grandes chances de dar errado.

Então chega de papo, hora de ir para o aeroporto de Roma Ciampino com destino à Barcelona, Espanha !

A cidade medieval das torres

Prepare-se para viajar a San Gimignano. Uma das cidades toscanas mais conhecidas, ao lado de Siena, San Gemignano é formada por treze torres que despontam no horizonte da campagna toscana. É uma cidadezinha no alto da montanha cujas famosas torres foram construídas por famílias nobres durantes os séculos 12 e 13. Atualmente uma das torres está aberta ao público, a Torre Grossa - a entrada é salgada! Esta cidadezinha é rica em obras de arte, lojinhas interessantes e restaurantes. (Praça do Poço ao lado esq.)

Na Piazza del Duomo (foto lado dir.) encontra-se o Palazzo del Popolo, antiga prefeitura, o Palazzo Vecchio e a igreja Collegiata, onde fui barrado na hora da missa !

A vontade de se perder é grande e acabei, não me pergunte como, do lado de fora das muralhas que protegem a mini cidade. A visão, de lá, para a campagna toscana é magnífica!

Na rua central, lojas vendendo todo o tipo de souvenirs, bem interessantes até. Um cinema ao ar livre estava acontecendo todo o dia à noite, porém, para quem está de ônibus esse "luxo" não era possível.

Imagens de um viajante (Itália)

No bar Dolce Vita com minha irmãzinha querida

Feira no Mercado Santo Ambrógio: legumes, frutas, peixes, queijos e molho pesto frescos !

Arte contemporânea na galeria do museu Ufizzi em Florença.
Tarde de relax na praia de Viareggio

Reunião noturna com os amigos em um pub de Florença

Rio Arno à noite


Festival Italian Wave - show do Kaiser Chiefs


Lago artificial de Bilanccino

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Curiosidade de Florença

Por causa do período de férias, nesta época, como na foto, você não encontra ninguém em Firenze - apenas alguns turistas perdidos, este é o período Firenze-fantasma. Eu tirei esta foto indo para o trabalho de bicicleta, num dia fácil de encontrar este anúncio.
É incrível como todos simplesmente abandonam a cidade em busca das praias vizinhas. E isto é um problema caso você precisar de um médico, advogado ou simplesmente uma loja para consertar a sua mala (meu caso); Somente a partir do final do mês.

Outra curiosidade fica por conta deste carrinho piccolo - foto ao lado. Nas estreitas ruas de Firenze ele parece ser ideal, a pesar do preço alto (um luxo pra poucos), mas em compensação procurar vaga não é problema, veja só! No Rio de Janeiro não daria certo né.

Comemoração e festa no Palio di Siena