sábado, 10 de novembro de 2007

Petrus Kaiadus (Grécia)

com Katerina - Atenas
Syntagma - Atenas

quarto de hotel em Mykonos

Templo de Areos, em Agora, vista da Acropolis - Atenas

Acropolis em obras de conservação - Atenas

Scooter estacionada ao lado da casa da rocha - Mykonos




Monastraki - centro de Atenas

Visita às ruinas em Atenas

Fim de tarde em Mykonos

Casa na rocha - Mykonos

Pôr do sol durante a viagem de barco para Mykonos

Chegando de scooter na praia Kapari - Mykonos

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Prazer, Petrus Kaiadus!

Kalimera !!

A frase do título desta postagem (Bom Dia em port.) resume toda a sensação de conhecer a Grécia; ao chegar em Atenas eu concluo: já fui grego ! A identificação foi total, não precisava nem dizer.(ao lado Parthenon, Acropolis)

Saindo de Amsterdam tomo um vôo à Milão e de lá Atenas (escala de apenas uma hora). Foi um dia viajando, por isso o resto desse dia, já em Atenas, foi de descanso.

Por lá encontro uma amiga chamada Katerina (é bom ser recebido por uma pessoa amiga), e já começo a tomar ciência da complicada língua - por sorte Katerina fala inglês. Estamos nas proximidades do bairro Syntagma, um apartamento com uma linda visão para uma bela montanha - dessa vez nada de albergues, e você nem imagina como isso é bom!
Impossível deixar de reparar em alguns detalhes, como a felicidade dos gregos, a simpatia. Sempre solícitos! Lembram muito os brasileiros. O calor já me fez sentir em casa.

No dia seguinte (a noite foi em um confortável sofá) eu só queria conhecer mais e mais daquele lugar que já me chamou tanto a atenção de cara. Comecei pelo bairro Plaka, que fica nos arredores da Acrópole, no centro da cidade. Pelas ruas você encontra lojas e mais lojas que vendem de tudo (Londres que se cuide!) e coisas muito legais mesmo. Lá eu comprei esse chapéu de cowboy que deu o tom da minha passagem pela Grécia. Pausa para almoço ... do supermercado claro! Hora de experimentar algo da gastronomia local. Moussaka, com ervilhas e pão grego - tudo com um leve tempero típico daqui. Adorei !

Continuando o passeio através de um "trenzinho" que sai de Monastraki, no centro, e visita os principais pontos, em uma hora de duração. Mercado Antigo, Agora, Pnyka, Olympieion, o estádio antigo, Plaka, Sytagma e seus jardins, os famosos guardas vestidos com sapato de póm-póm! Tudo o que eu queria agora era subir em direção a Acrópole, o resto ficaria pra depois. A curiosidade era tanta. Tenho uma fantasia com Atenas e seu Parthenon, desde pequeno, assistindo ao desenho Cavaleiros do Zodíaco. É verdade! Tudo saiu daqui, a inspiração pra muita coisa que conhecemos hoje, veio daqui !
Como o Cristo, no Rio, a Acropolis pode ser vista de qualquer ponto no centro, e aí você vai se guiando para subir pelas ruas de Plaka até chegar lá. Quando chego, tenho só meia hora pra visitar (eles fecham no início da noite, uma pena). Templo de Athena Nike e O Pedestal de Agrippas estão logo na entrada. É mágico! Não há possibilidade de contar a emoção que senti, através das palavras. Parece que estava entrando em outra dimensão, para me juntar à história. Finalmente, chego ao Parthenon (o templo dedicado à Athena), contrução iniciada em 447 a.C. Não contive a emoção de estar ao lado daquela mágica toda. A estátua de Athena, que ficava dentro de Parthenon, hoje está no Museu da Acropolis, infelizmente fechado pra reformas. É impressionante perceber a conservação de uma construção como esta, mesmo após vários ataques pela história: bombas, poluição do ar etc. É preciso explicar que todas as construções estão em reforma atualmente, e por isso, andaimes cobrem partes das atrações. A foto ao lado mostra a visão de Atenas lá de cima. O resto do dia era de contemplação e reflexão.

No dia seguinte, hora de conhecer o Mercado Antigo conhecido como Agora. Um lugar de ruínas, muito importante na história; Em 600 a.C, Agora se tornou o coração da cidade, o centro das atividades políticas e religiosas. Muitos prédios aqui construídos, foram destuídos tempos depois durante a invasão Persa em 480 a.C. É muita história. O templo de Areos (foto ao lado) é o mais bem preservado monumento de Agora - por isso estava atrás justamente dele. Uma nova emoção marcou nosso encontro. Permito-me esta intimidade, pois mais uma vez me vejo entrando em um mundo de fantasias da Grécia Antiga (os Cavaleiros do Zodíaco ajudaram!). Ainda neste dia visito as ruínas de Romaiki Agora (quando Atenas estava sob invasão Romana).

Gastronomia

À noite, com um amigo grego, fomos a um típico restaurante. Ele me explica que este é um dos restaurantes à moda antiga deste lado da cidade, que preparam pratos típicos. Mais uma incursão pela gastronomia local: Uma sopa de carne de fígado, argh! Mando trocar por outra de batatas e frango, não muito boa. Eles comem tudo com o maior prazer !
No dia seguinte o almoço, com outro amigo grego, foi em outra parte da cidade (perto de Syntagma) na rua da feira local. Esta refeição me fez apaixonado pela comida grega: Moussaka (espécie de lasagna com beringelas, carne moída, batatas cozidas ao fundo e aquele tempero especial), charutinhos de folhas de uva, outro prato de beringela com carne moída (de carneiro parece). Meu amigo Panayotis, explica que a maioria dos pratos gregos, na verdade, são da Turquia (a Grécia ficou anos sob o poder deste país); Mas não ouse dizer isso a um grego !!
A bebida típica grega, o ouzo (pronuncia-se uzo), um destilado transparente de uva com anis, não experimentei, mas dizem ser boa.

Daí, fui deixado no museu mais importante de Atenas - dentre os vários por aqui - : Museu Arqueológico Nacional. A sensação ao entrar, seria a mesma daquela quando no Victoria and Albert Museum de Londres: não vai dar tempo de ver isso tudo!
Organizado cronologicamente, a coleção é realmente impressionante. Todas as descobertas feitas estão alí: as coleções pré-históricas, as estátuas, coleção de bronze, uma só de antiquidades egípcias... Percebe-se que nada é novidade, tudo foi inventado há séculos atrás.
Saio do museu e dou de cara com uma passeata ! Rua fechada; Descubro que alí vai acontecer mais tarde um comíssio com o atual presidente (estamos nas eleições da Grécia!).
Fui em direção a movimentada praça do Sytagma (onde há o Parlamento) para ver a agitação à noite, já me despedindo de Atenas (amanhã cedo estou de partida para a ilha de Mykonos, e quando retornar, já irei para o aeroporto).
Minha dica em relação à Atenas é ficar como uns cinco dias. Aproveite mais dessa cidade renovada após as Olimpíadas. Apaixonante !
Mykonos

Pela manhã, minha nova amiga grega Ana (um amooor) me leva ao porto de Rafina; De lá pego o barco em direção à Mykonos (4 horas de viagem). Uma viagem bonita, com direito a um pôr do sol motivante. Uma viagem também de reflexão: ontem estava em Dublin, hoje estou em um barco no meio do ocenao em direçao a uma ilha grega, veja o mapa .. que loucura !!

Chego à noite .. e surpresa! A amiga que iria me buscar não estava me esperando como combinado. E agora? Sento em um bar, ao lado do mar, com as bagagens e faço alguns contatos telefônicos. Porém, percebo que naquela hora (já 22h30) não iria mudar nada. Subo uma rua (não sei pra onde estou indo) e, meu senso de direção indica uma ruela como o caminho certo. Correto ! Lá encontro um cara que me pergunta se estou perdido. Respondo que um pouco e procuro hotel. Ele me indica um que seria barato. Lá, já 1h da manhã, descubro que Mykonos é cara. Caríssima! Uma das vantagens de ser jovem viajante é que as pessoas entendem que você não tem muito dinheiro; por isso o preço acaba caindo mesmo. Fiquei numa pensão ao lado da rua mais movimentada no centro da ilha !!!!! A noite foi de agito, claro (mesmo cansado).

No dia seguinte, estou de mudança para a casa daquela amiga grega, René (uma riponga alto astral). No caminho alugo uma scooter (sem nunca ter andando em uma!), este é o melhor jeito de conhecver a ilha ! A sensação de liberdade viria a seguir.


Já disse que estou a caminho de uma casa na rocha!? A René construiu anos atrás esta linda casa a partir de uma rocha. Pra chegar até lá, tem de passar o aeroporto, pegar uma estrada de terra e pronto. Parece fácil ? Se eu acrescentar que nõa há iluminação pra se chegar até lá à noite ? Hummmm ... Mas a experiência não poderia ter sido melhor, não trocaria por nada ! (na foto ao lado, meu quarto na rocha)

No dia seguinte vamos conhecer as praias ? A primeira é a Super Paradise (nesta acontecem aquelas grandes festas na areia que deixaram a ilha famosa). Também fui à Agrari Beach. Não preciso dizer que o cenário é paradisíaco - algo que não é bem captado pelas fotos. Para chegar a uma praia, sempre tinha que se descer o morro, a sensação de liberdade (perdido em uma ilha grega!) e a adrenalina foram ao limite.
Vento. Um problema a ser enfrentado nas ilhas da Grécia. O vento é tão tão forte, que consegue te tirar do lugar, e atarpalar um passeio (cancelei alguns por causa deste problema).

Em um tour pelo Centro, mais tarde, conheço mais da tradição de Mykonos (casinhas azuis e brancas) e fico encantado com aquele lugar. Um pouco de Búzios, do Rio de Janeiro, mas com um charme muito elegante. E uma confirmação: o lugar mais caro por onde passei nesta viagem.


Grego, a língua
Lembra das aulas de aritmética no colégio ? Alfa, beta, gama etc. Pois é. Na Grécia você finalmente faz uso desse conhecimento ao tentar decifrar o que está escrito por todo lugar. O drama pode chegar ao limite em um supermercado, ao tentar saber se determinado produto contém açúcar ou não, por exemplo. Mas é isso que torna uma viagem algo especial. Tentar penetrar em um mundo, uma cultura, que não é a sua, mas aos poucos acaba sendo. Com um esforço você acaba entendo algumas palavras.
Se deixar levar pelo diferente é o mais legal!

Música

Em Mykonos fiquei muito ligado no rádio e descobri na Grécia as estações mais legais. Tem de tudo. Se quiser pop americano tem. Rock, também. E música grega, aos montes. Essa viagem foi embalada à vários sucessos gregos, incluindo uma música Pop que estava estourando por lá e até agora não sei o nome. Descobrir o nome destas músicas ?? Difícil. Posso dizer que fiquei apaixonado por várias delas. Algumas canções eram tão egais, que eu esquecia a barreira da língua e cantarolava junto.

Hora de retornar

Atrasadíssimo!!!!!! Fui para o porto pegar o barco às 8h da manhã, mas acordamos encima da hora. Mais quase cinco horas de viagem e agora com destino ao aeroporto de Atenas. Mais tarde um vôo para Roma - me programei para conhecer Roma à noite (a cidade de dia eu já conheço). A sensação de que tudo está chegando ao fim é mais que evidente. Neste momento estou conectado com o resto do mundo ... pegar um avião para Fiji aqui não seria problema, só solução. Tema para o próximo e último post! Até lá!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Imagens de um viajante (Europa)

Mercado das pulgas - Waterlooplein, Amsterdam
Castle Rock hostel - Edimburgo, Escócia

Madame Tussauds Amsterdam

London's Eye - Londres, Inglaterra

Londres, Inglaterra

Lago Ness - Highlands, Escócia


Museu Dublinia - Dublin, Irlanda

Noite de chuva em um dos canais de Amsterdam

domingo, 4 de novembro de 2007

Terra da garoa

Sair de Londres não foi tarefa das mais fáceis. Estou partindo para Amterdam, Países Baixos.
A sensação era de tarefa não cumprida - não deu tempo de ver muita coisa (já comentei que deixar um país sempre é difícil?). Mas logo a expectativa quanto ao próximo lugar, anulava a chateação dando lugar à ansiedade. Londres volto logo logo!
No aeroporto Heatrow, sou informado que para sair do Reino Unido não posso levar mais que uma bagagem de mão no avião (o que isso siginificaria isso para quem têm 3 ?). A solução foi despachar o que podia e juntar tudo em uma bolsa de alça, que mal cabia o que já havia. Visivilmente percebia-se que eu tinha mais do que eu poderia carregar - algo ignorado pelos fiscais. E aí cabe a observação: Para que estas regras "anti-terrorismo" valem se não para atrasar ainda mais o curto tempo de quem viaja ? - toda a certeza que nenhum terrorista faria check-in com todo aquele esquema porém essa situação não atrapalharia nenhum plano terrorista. Restam dúvidas ?

Outra pergunta que me ocorreu em todos os aeroportos: de acordo com as tais regras internacionais anti-terrorismo você não pode portar em sua bagagem de mão, cremes, líquidos, loções (mais de 100ml no total), aerosol e objetos cortantes - não preciso nem dizer que jogaram fora meus shampoos, sabão líquido e tesourinha de unha! Mas estranhamente você pode, logo após o check-in, comprar tudo de novo no FreeShop, sob a sacola "Compras FreeShop liberadas" - inclusive garrafas de vinho e perfumes. Regras anti-terrorismo a favor da nossa segurança ou do interesse deles ?

Chegando em Amsterdam caminho em direção ao Tourist Information onde sou informado que as hospedagens estão lotadas (estamos no Domingo!). Eu mais uma vez não acredito e procuro um hotel barato que já havia pescado na internet : Orfeu. Lá encontro marroquinos (eles são os donos!!), e descubro o que é comum por aqui: a Holanda está cheia deles. Encontro um quarto - paguei caro pela hospedagem! Alías, tudo em Amterdam é caro.

No dia seguinte, alugo uma bicicleta (principal meio de transporte por aqui e essencial para conhecer melhor a cidade) e começo o turismo. Passo a manhã pedalando pelo Vondelpark (uma enorme área verde) e encontro o Museu Van Gogh (foto ao lado). Bem completo, o amplo lugar expõe várias fases do artista e algumas obras famosas. Logo depois visito o segundo principal museu chamado Rijksmuseum, com toda a arte holandesa.

Nesse trajeto já deu pra perceber que frio seria um problema nessa passagem pela Holanda. A roupa que eu usava já parecia não ser suficiente para tanto. Para piorar uma chuva fina caía de meia em meia hora, com raros intervalos, dando a impressão de que o clima em Amsterdam é ruim assim sempre. O lugar mais frio de toda esta viagem com certeza.

Estou hospedado no bairro Leidseplein (tudo aqui tem "plein" no final); Esta é a praça da galera jovem, com performances de rua e animação à noite. E foi à noite que resolvi visitar um coffeshop lá mesmo (nesta viagem tenho que experimentar tudo, lembra-se?). Por lá fiz amizade com estas portuguesas aí da foto ao lado. Conversa vai, conversa vem .. elas contam sobre um rápido tour que estão fazendo pela Europa também. Pergunto o que já fizeram por aqui, Amsterdam, e elas confessam que pegaram um passeio de barco sem graça através dos canais, nada empolgante, como a própria Amsterdam alías. O resto da noite foi de descanso profundo...

No próximo dia iria conhecer o outro lado da cidade (oposto ao Vondelpark) onde se encontra a praça Dam. Passo pela famosa rua das boutiques Kalvestraat e chego à grande praça, onde encontro um enorme palácio chamado Koninkliijk Paleis e sem perder tempo entro logo no Museu Madame Tussauds (que deixei de ir em Londres por falta de tempo!). Uma diversão ! Lá encontro réplicas de cera de vários artistas e políticos e uma até de Ronaldinho Gaúcho (!!). Einstein, Monalisa, Brad Pitt, Bono, Bush, estão todos lá. (ao lado a Princesa Diana)

Que tal agora ir ao bairro Red Light District (aquele mesmo, das prostitutas legalizadas) para conhecer o "Museu da cannabis ativa" ? (só na Holanda mesmo, claro). Na verdade, o "Museu" me pareceu mais um amontoado de peças soltas tentando explicar a história desta erva, algo mal muito mal organizado. Mais a frente descobriria naquele lugar uma desculpa para a venda das diversas ervas através de folhetos bem explicados, em todos os idiomas imagináveis, até em português!!

A conclusão sobre Amsterdam é de um lugar duro, uma língua feia, arquitetura que a mim não chama a atenção e um turismo cujo apelos você já sabe quais são. Os jovens de todo o mundo desembarcam aqui atrás da famosa tolerância dutch, e só. Amsterdam não vai deixar saudades .. mesmo ! Valeu pela reflexão que fiz, movida à bicicleta, em inúmeras voltas que dei pela cidade.
Próxima parada: aeroporto de Milão, Itália, com destino à Atenas, Grécia! (veja o saco azul; é só de comida acumulada!)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Viajante na TVE Brasil

Confira na próxima quarta-feira dia 7 de novembro, 21h da noite, mais histórias dessas viagens (reprise Sábado dia 10, as 20h).
Logo que cheguei dei uma entrevista ao programa Supertudo, da TVE Brasil, contando tudo!
Depois mandem seus comentários, combinado ?

Terra prometida

Pela manhã chego à Londres, estação Victoria. Expectativa nas alturas !

O clima estava super agradável, nada de chuva; casacos já não pareciam necessários (contrariando todos os comentários sobre tempo).

Lá estava eu de malas e tudo perdido em uma nova cidade, tudo de novo do zero (cada vez que deixo um país e chego em outro esta é a sensação). Mas não em qualquer lugar, agora em Londres ! Lá vou eu em direção ao hostel escolhido aleatoriamente no bairro de Earl's Court. No caminho para o metrô já encontro o que descobriria muito comum a frente: a mistura de nacionalidades em Londres. Uma senhora africana me ajuda a achar o tube.
Primeira impressão da cidade eu digo que não é muito boa. Por que ? É muita coisa pra absorver; muita gente; os lugares não são tão perto (comparado as outras cidades em que eu estive) e o lugar não é acolhedor logo de início. Tudo muda a partir do momento que você anda pela cidade e conhece seus bairros. Apaixonante! Londres se mostra uma cidade que tem tudo pra todos os gostos. Seus bairros (Picadilly, Soho, Convent Garden ..) são um estilo para cada dia. A partir daí só fui gostando mais e mais. Afinal, a palavra que mais participa de minha vida é a cara dessa cidade: renovação!

Voltando ao assunto hospedagem, entrei no Barmy's Backpackers; um hostel caro e onde tive de dormir num sofá, por causa de um sujeito roncando. No dia seguinte iria para o que seria uma das melhores hospedagens dessa viagem. Quarto e banheiro impecáveis, internet livre, melhor café da manhã .. Ai ai .. mais que recomendado !! Palmer's Lodge (foto ao lado). Minha base foi lá.

Pronto pra sair, pensei em começar o passeio pela London's Eye (a roda gigante no rio Tâmisa), mas precisa-se fazer uma reserva antes. Então caminhando mais a frente parei no bairro de Bankside, direto no Tate Modern - famoso museu de arte moderna. Lá conferi a novíssima exposição sobre Dalí e (quem diria?) de Hélio Oiticica ! Meio louco, mas, tudo pode ser arte certo ? Em seguida bateu uma fome. Um sanduíche por 5 pounds, permitido ? Negativo ! Vamos ao supermercado. No albergue sou informado que o Tesco é o mercado mais barato. Eu estava justamente ao lado da maior filial. Aí então conheço a primeira paixão em Londres: o supermercado Tesco.

Um parêntesis para comentar supermercados. Nesta viagem conheci lojas de diversos países. Estive do mercadinho do árabe na Itália e Barcelona, passando pelo popular e refinado, até chegar ao Tesco. Eu gosto muito de fazer compras, se um mercado me dê motivos suficientes para essa motivação. No Tesco você tem tudo prontinho, bem feito, com separações inteligentes e qualidade .. essa é a palavra: qualidade. E o preço ?? Acredita se eu disser que é barato ? Pois é, eu pelo menos achei justo (comparado por onde já tive de comprar ...)

Voltando ao passeio, estive em Convent Garden (uma mercado onde encontra-se de tudo); na Neal's Street, onde além de várias lojas, um bairro colorido, e uma preciosidade chamada Neal's Yard (o lugar dos macrobióticos).

Perto do Soho, estive em ChinaTown (foto ao lado esq.) e sabe que são chineses mesmo por lá ? Essa diversidade, mas ao mesmo tempo segregação, chama a atençao na cidade. Ao entrar por aquele portal vermelho, as pessoas têm olho puxado, falam mandarim e fazem questão de mostrar a sua oficial nacionalidade.



No Soho, perto dalí, conferi os bares e aproveitei pra fazer um picnic na famosa praça. Com o tempo agradável, o clima era convidativo. À noite conferi a balada no alí mesmo e confirmei o que já previa: é proibido fumar dentro das discotecas !! Quer lugar mais perfeito que esse ?




No dia seguinte, saio correndo para não perder a troca de guardas no Buckingham Palace (coisa pra turista mesmo, confirmado!) e descubro a Scotland Yard ao lado da estação de metrô St Jame's Park. Continuo minhas andanças e dessa vez em direção a Picadilly Circus - lojas e mais lojas interessantes e muita gente nas ruas neste animado bairro. Em Londres você pode não saber, mas sem querer pode estar caminhando por uma rua muito famosa ou passando em frente a um ponto histórico, com facilidade, como a Burlington Arcade, famosa galeria do século 19.


Após um picnic no Hyde Park sigo em direção a Oxford Street (a rua do consumo, das grifes e dos cursos de inglês) e uma paradinha no Soho para visitar uma indicação de um amigo: a loja de CD's Sister Ray. Pra fechar o dia uma parada na Trafalgar Square e seus famosos leões (ao lado).




É difícil contar tudo que passei e visitei, em tão pouco tempo, nessa cidade tão viva e agitada. Essas andanças ainda me levaram a Harrod's, Selfridges, Victoria and Albert Museum (quanta coisa lá!!), Notting Hill, Kensington Gardens, Leicester Square ... Não posso deixar de comentar a London's Eye. Voltei lá no último dia. A roda gigante do rio Tâmisa foi inaugurada na virada do milênio, lá de cima pode-se ver Londres por completo e o mais interessante é saber que se está no alto daquele rio, acima da cidade mais agitada do universo. Um 'gran' finale de tirar o fôlego!

Próximo passo ? Metrô Picadilly antes da meia-noite, linha azul, para o aeroporto Heathrow. A noite é por lá e o destino agora é Amsterdam. Até lá!